sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A arte da dança em câmera lenta de David Michalek


Lenta, lentamente. Como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Nem se trata de parar o tempo, mas de tentar controlar o seu frenético ritmo. Assim se conseguem ver coisas impossíveis na velocidade normal. E apreciar a sua beleza e dos movimentos, que se sucedem como se fossem fotografias que não querem passar...
"Slow dancing é uma série de vídeos em slow motion que capturam, com uma câmara de alta velocidade, bailarinos na sua arte. Cada bailarino é filmado durante 5 segundos com 1.000 imagens por segundo, o que nos deixa  com um filme de 10 minutos de movimento lento. O extremo slow motion permite que o espetador  consiga ver detalhes que normalmente não conseguiriam ver."
Trata-se de uma obra do americano David Michalek, fascinado pelo movimento dos corpos.


(Caso não consigas visualizar o vídeo, clica aqui)
"Sadler Wells orgulha-se de apresentar a magnífica instalação de imagem em movimento, Slow Dancing, do artista David Michalek, que será mostrada como parte do T-Mobile Big Dance em Trafalgar Square e na  Village Underground em Shoreditch."
www.davidmichalek.net
[via www.happy-pixels.com]

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O coro numa tragédia de Shakespeare


Chama-se Romeu...
«Sonhei que a minha esposa veio ter comigo e me encontrou morto; [...] depois, com os seus beijos, ela insuflou-me a vida através dos lábios [...]” - Romeu, “Romeu e Julieta”, acto V, cena I
A primeira frase desta minha mensagem, só por si, pode ser o motivo para a leitura de uma obra apaixonante. No auge do período de obras de comédia, William Shakespeare (1564-1616) estreia com grande sucesso a peça “Romeu e Julieta” (1594-1595), a primeira das suas tragédias, a partir de uma história contada por Arthur Brooke.

É interessante reparar como Shakespeare, tantos séculos mais tarde depois das primeiras tragédias, insere, com o mesmo propósito, na acção desta peça o elemento coro, que, embora não seja estranho à acção, participa nela. O coro cantava, dançava e embora se mantivesse à parte da acção, interagia com os actores. Através dele a acção pode tocar o espectador.

Em “Romeu e Julieta” o coro “abre” mesmo a tragédia, num prólogo que “anuncia” a desventura e o terrível desfecho do drama amoroso no qual somos (leitores ou espectadores da peça) “mergulhados”. Novamente interfere na cena em que Julieta conhece o nome daquele que a beijou na festa dos Capuleto (cena V do acto I), relembrando o final que todos conhecemos (mesmo quem não leu ou viu a história, no teatro ou no cinema) reforçando o amor impossível que ambos sentem.

O emocionante enredo e a sua espantosa actualidade serão apenas dois dos ingredientes que fazem desta história intemporal a minha escolha e que aconselho vivamente. E porque é que eu, de tempos a tempos, volto a ler este ou outro clássico? Talvez porque, tal como eu, essas histórias tenham também evoluído no tempo, ou porque “nunca acabaram de dizer o que têm para dizer” (Calvino).

Romeo and Juliet, David Wilcox
«Deste modo passou para os meus lábios o pecado dos vossos.» - Julieta a Romeu, acto I, cena V
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CALVINO, Italo – Porquê ler os clássicos (Teorema, 1993);
SHAKESPEARE, William - Romeu e Julieta (Grandes Clássicos da Literatura Estrangeira, Editora Planeta Agostini, 2003);

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Texto dramático e(m) espetáculo teatral (Ensaio)


O conceito de arquitextualidade não é (nem deve ser) entendido como um juízo de valor acerca de determinado texto ou obra. Quer isto dizer que, muito embora sirva à classificação literária, e com esta, a fácil contextualização do género a que se refere,  o assunto sobre as categorias arquitextuais não deve ser encarado como um “sentido único” e “obrigatório”.

Esta minha primeira reflexão serve apenas para introduzir uma temática que me é muito querida e fascinante desde há uns anos: o teatro. No entanto, o estudo desenvolvido sobre a mesma, enriqueceu a minha visão relativamente à forma como os modos da literatura podem ser encarados, nomeadamente o drama.
Como Carlos Reis nos apresenta, o modo dramático forma, juntamente com o narrativo e o lírico, uma tríade «fundamental da produção discursiva literária» (2008:243). À partida, qualquer texto será classificado sobre um destes modos, e, “abaixo” destes, outros géneros “derivados” que, embora não “dominem” o assunto, são «qualidades essenciais» que estão, de alguma forma presentes, como Roman Ingarden terá afirmado  (Reis, 2008: p.245).

O drama (como conjunto de textos que pertencem ao modo dramático) é mais do que um texto literário (como o narrativo e o lírico), sendo vasto o estudo dos diversos campos que lhe são inerentes. Ingarden, em 1930, organizou as modalidades do texto dramático, as réplicas (as falas das personagens – ou discurso dramático) e as didascálias (as indicações cénicas num texto), em texto primário e secundário, respectivamente. Ao público chegará o desenrolar dos acontecimentos – a acção – através o texto primário. O secundário “diluir-se-á” na interpretação cénica.
Quando o texto dramático é representado, “transforma-se” em espectáculo teatral. Enquanto não for levada à cena, a peça de teatro não “é” teatro, porque lhe faltará o texto cénico. 
Por sua vez, a autoria da peça não é, necessariamente, a mesma do texto literário (Solmer:82) e, por outro lado, o texto dramático é “apenas” parte do processo de construção do espectáculo teatral (idem: p.86).
Sobre este modo de espectáculo, não posso deixar de parafrasear Martins Esslin que, na sua obra “An Anatomy of Drama”, brilhantemente nos apresenta o instinto de representação como «uma das actividades humanas básicas, essencial para a sobrevivência do indivíduo e para a das espécies» (Reis, 2008: p.267). A actividade humana de que nos fala Esslin, é a acção (palavra que etimologicamente deriva de drama) que revemos nas personagens que teatrealizam o dia-a-dia de todos nós.

Quando Carlos Reis afirma, relativamente ao modo dramático, que o «drama solicita [...] uma actualização processada através do espectáculo teatral» (2008:266), considerando ser um aspecto muito importante deste modo, quer dizer que é necessária a sua transposição ou concretização, através da performance dos actores e de todos os intervenientes no espectáculo de teatro. Essa “necessidade” é uma das diferenças entre o texto dramático e o narrativo (a par da ausência de narrador, no caso do primeiro) e, como deixa claro Maria Helena Serôdio (na sua elucidativa definição de drama), sem essa transposição cénica, pode mesmo dizer-se que o modo dramático fica “menorizado” ou incompleto. Afinal, a palavra “teatro” deriva exactamente do vocábulo théatron, que em grego designa o “local onde se vê” uma determinada acção ou acontecimento. Esse espaço é onde o texto dramático será transposto, “transformando”, de certa forma, os elementos pré-existentes que o caracterizam (embora provisoriamente) como obra literária, numa representação do texto teatral perante um público.

Pode então, em sequência dessa transposição, afirmar-se que o texto teatral liberta-se do carácter literário, uma vez que “abandonou” o texto “primordial” (o dramático) que lhe deu origem? Segundo Solmer, «a partir do momento em que um espectáculo nasce e é criado por um autor, o texto pode tornar-se impublicável como objecto literário porque não existe um material que faça sentido “ler” fora do espectáculo» (Solmer:87).
«No teatro o autor desaparece atrás do mundo que criou.» - Ricardo Sérgio 
Imagem : http://interiordesignable.com/
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REFERÊNCIAS E CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS

CEIA, Carlos – “E-Dicionário de Termos Literários”, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, (s.d.), in http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/ (consulta em 17/12/2009);
REIS, Carlos; LOPES, Ana Cristina M. – “Dicionário De Narratologia” – (Almedina, 1990);
REIS, Carlos – “O Conhecimento da Literatura - Introdução Aos Estudos Literários” (Almedina, 2008); 
SOLMER, Antonino – Manual de Teatro (Cadernos ContraCena, Edição Instituto Português de Artes do Espectáculo, 1999);
TEIXEIRA, Maria Ascensão e BETTENCOURT,  Maria Assunção - Língua Portuguesa (Texto Editores, 2004), in www.educacao.te.pt/;

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cyrano de Bergerac (Teatro) - Cheira-me que há muito talento


A peça de teatro Cyrano de Bergerac estreou no passado dia 8 no Teatro Nacional D. Maria II, coincidindo com uma data de aniversário que foi pretexto para a compra e oferta dos bilhetes. Exatamente vinte dias depois da estreia, assisti a esta produção do TNDM II, com versão cénica e encenação do 'mestre' João Mota.

Cyrano nasceu em 1619, não em Bergerac (uma pequena cidade do interior sudeste de França onde existem duas estátuas do personagem real) mas em Paris. Herdou o nome, Hercule-Savinien Cyrano de Bergerac. Lê-se na apresentação da peça que era
«Um apaixonado poeta. Um perspicaz dramaturgo. Um exímio espadachim. Um bravo soldado. Um grande filósofo. Um profundo estudioso da Física, Matemática e Astronomia. Cyrano de Bergerac possui qualidades incomuns, porém encobertas pelo aspeto físico, onde o nariz avantajado é motivo de frustração.»
Diz-se que vinham pessoas de longe para ver mítico nariz que ofusca todas as suas (mais importantes) qualidades. Segundo a sua biógrafa, não seria assim tão largo como o pintam. Na peça é nítido o seu complexo por esse aspeto físico, ainda que seja inteligente o suficiente para brincar com isso. É majestosamente interpretado pelo 'gigante' senhor do teatro (e da televisão e do cinema) Diogo Infante, que encabeça um enorme e talentoso elenco. É tão grande a sua interpretação, que diminui o exagerado orgão que um ser humano usa no centro da cara.

Relembro um magistral Antonio Salieri que o ator interpretou nesta mesma sala em 2011, ao lado de um não menor Ivo Canelas (na pele de Mozart) na peça Amadeus (de Peter Shaffer, numa encenação do britânico Tim Carroll, e que por sua vez inspirou o filme homónimo de Milos Forman).

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Diogo Infante (Salieri ) e Ivo Canelas (Mozart)
em Amadeus (2011)

A peça Cyrano de Bergerac foi escrita e publicada em 1897 pelo poeta francês Edmond Rostand, que se baseou na vida do homem, tornando-se a sua obra de maior sucesso. Centra-se no amor de Cyrano pela bela Roxanne (Sara Carinhas), vendo-se 'obrigado' a renunciar ao seu amor, 'oferecendo-o' a um mais belo - mas muito menos eloqueonte - amigo, Christian de Neuvillette (João Jesus).

Considerada "o último grande mito do teatro romântico francês, Cyrano de Bergerac é uma peça única da dramaturgia, escrita em forma de poema", que inspirou outras obras literárias e operáticas. Foi diversas vezes adaptada ao cinema, sendo a mais conhecida a de Jean-Claude Carrière e Jean-Paul Rappeneau, para o filme realizado por Jean-Paul Rappeneau e protagonizado pelo emblemático e inesquecível Gérard Depardieu, em 1990.


Gérard Depardieu (Cyrano)
em Cyrano de Bergerac (1990)

A versão agora em cena, com tradução de Nuno Júdice e adaptação de João Maria André, contou com a dupla de estilistas Storytailors para os criativos figurinos, que parecem feitos de papel, como que a transportar a história do livro para o texto dramático. Mas todos os aspetos sígnicos - da interpretação, texto, coreografia, caraterização (Nuno Elias), figurinos, cenografia, música (Pedro Carneiro), luz (com desenho de P. Graça) - se conjugam para a teatralidade máxima. Aliás, com momentos de teatro dentro do próprio teatro.


Cena de Cyrano de Bergerac (TNDM II)
Teatro dentro do teatro

Tudo é envolvido pela engenhosa e magnífica cenografia, a cargo de José Manuel Castanheira, cujos
«painéis-cortinas do pequeno palco no 1º acto, contêm elementos decorativos inspirados na Capela de Santa Comba, Telões / Baião. Alguns telões cenográficos  dos 1º, 2º e 3º actos contêm referências à pintura de John Constable (1776 – 1837) e de Claude Lorrain (1600 - 1682). As telas com nuvens do 4º acto reproduzem fragmentos do magnífico céu de Outono em Idanha-a-Velha e Monsanto / Idanha-a-Nova.»
Existe um certo degradé de cores, de emoções e de sentimentos nobres ao longo de toda a peça, fazendo com que evolua da viva comédia teatreira, passando pelo bucólico amor, pela nevoenta guerra, culminando na tragédia e na morte, negra e caduca. A refletir um pouco (presumo) da grandiosa vida de Cyrano de Bergerac, que morreu com apenas 36 anos, não se sabe exatamente em que circunstâncias.

Cenas de Cyrano de Bergerac (TNDM II)
Fotografias de Filipe Ferreira


EM CENA
8 JAN - 1 MAR 2015
TNDM II - SALA GARRETT
4.ª 19h
5.ª a sáb. 21h
dom. 16h
Duração : 2h25 (com intervalo)
M/12

ELENCO
Diogo Infante, Virgílio Castelo, Sara Carinhas, João Jesus, João Grosso, José Neves, Lúcia Maria, Manuel Coelho, Maria Amélia Matta, Paula Mora, Alberto Villar, Bernardo Chatillon, Celestino Silva, Frederico Coutinho, Joana Cotrim, Jorge Albuquerque, Lita Pedreira, Luis Geraldo, Marco Paiva, Nídia Roque, Rita Figueiredo, Simon Frankel e Bernardo Souto, José Sotero (ano 2013/2014 ESTC)
assistentes de encenação Fábio Vaz e Mariana Almeida (estagiários)
assistente de cenografia Luna Rebelo (estagiária)

(Mais informação na página do TNDM II)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A fotografia espontânea e witty de Tao Liu


Um Tao Tao na criatividade

Até recentemente Tao Liu era apenas um desconhecido que fazia leituras de água na China, com interesse por fotografia. Depois as pessoas começaram a notar as suas pertinentes fotografias capturadas pelos passeios da cidade e agora Liu tornou-se um dos fotógrafos chineses mais apetecíveis.



O fotógrafo de 32 anos captura as suas imagens em Hefei, uma cidade no leste da China. Na ultima década levantava-se às 8:30 e fazia toda a cidade na sua motorizada para fazer leituras de água pá a a Hefei Water Supply Company. Há três anos desenvolveu um interesse pela fotografia e pegou numa Fujifilm X100 para capturar momentos inesperáveis durante a sua hora de almoço e no seu caminho de volta a casa depois do trabalho.

Começou por colocar as suas imagens na Internet e no final de 2014 o mundo começou a notar no seu trabalho. Um conjunto das suas fotos tornou-se vital nas redes sociais chineses e num instante estava nas redes principais de televisão do país.


Liu diz que o seu objetivo é "relembrar as pessoas dos momentos tocantes da vida". O seu processo fotográfico envolve deambular pelas ruas da sua cidade e captar uma fotografia quando algo chama à atenção dos seus olhos; ele olha para coisas subtis em que a maior parte das pessoas não repara.

Numa entrevista à revista TIME, Liu diz que uma das suas maiores inspirações e influências é o renomeado fotógrafo japonês Daido Moriyama, cujo trabalho descobriu quando ele aprendeu mais sobre fotografia. Liu é auto-didata tendo aprendido o que pode sobre a arte através da Internet, revistas e livros de fotografia.














segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mil maneiras de ser criativo - O candelabro de Sia


Sia é uma cantora. Sia é também uma performer. Sia é uma criativa performer que canta maravilhosamente. Embora já tivesse ouvido a sua música, Breathe, na série que segui religiosamente da primeira à ultima e inesquecível temporada da premiada série Sete palmos de terra ( Six Feet Under), não sabia que era dela. Aliás, não sabia quem era ela até que no verão de 2014 lançou o single Chandelier, cujo vídeo oficial tem, à data de hoje, mais de 466 milhões de visualizações no Youtube (quase meio bilião). Fora as vezes que passa nos canais de música e as que toca nas rádios de todo o mundo. 

De vez em quando há uma obra de arte que tem o condão de arrepiar a minha alma. Este é um desses casos. Da voz ao vídeo, à coreografia, à peculiar desenvoltura da jovem bailarina Maddie Ziegler, que consegue uma performance muito adulta e muito além das idades que, como neste caso, não incomodam minimamente a genialidade.

Em cada performance que Sia apresenta traz consigo uma interpretação diferente deste tema (e de outros). Nessas "aparições" televisivas (e não só) a cantora aparece de costas para a plateia e para as câmaras ou com a face tapada. Procura desta forma chamar à atenção para a(s) bailarina(s) que dança(m) a sua música. Consegue também com que eu esteja atento à sua potente voz, que soa tão bem ou melhor que uma gravação de estúdio. Essa é, para mim, uma distinção das pessoas que sabem, verdadeiramente, cantar. Também há outras, que eximiamente interpretam uma canção mas não lhe consegue fazer justiça. Não é o caso nem interessa desenvolver.

Na performance que recentemente fez no SNL ( Saturday Night Live ) Sia usou um visor preto na cara, fazendo sobressair a peruca loura platinada, que é a assinatura do álbum 1.000 Forms of Fear ( 1.000 Formas de Medo ). Desta vez, em vez da maravilhosa bailarina que a costuma acompanhar na maior parte delas, tinha consigo um mimo que a acompanhava interpretando a música com linguagem gestual.

Mas Sia não ficou por aqui. O último single que lançou em vídeo ( no canal de vídeo desde dia 7 de janeiro ) já está a causar polémica. E a polémica no caso dos artistas só faz bem ao seu sucesso. Em poucos dias tem mais de 61 milhões de visualizações. Chama-se Elastic Heart e é protagonizado por Maddie, a bailarina prodígio, a que se juntou Shia LaBeouf, numa relação atribulada a que muitos associam a pedofilia. Eu, sinceramente, não a vejo no vídeo, embora admita que a interpretação do mesmo possa ser essa. Os meus olhos veem corações com elasticidade para dar e vender. E cantar. E dançar, desalmadamente, como se a alma fosse a melhor coisa que temos e que dá razão à nossa vida. Provavelmente é.

Vejam, com os vossos próprios olhos, algumas das atuações que refiro. E já agora, vejam com a alma também. 
Sia - Chandelier (Live on SNL)
Publicado a 18 de janeiro, 2015
Music video by Sia performing Chandelier (Live on SNL). (C) 
2015 Monkey Puzzle Records, under exclusive license to RCA Records
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui)

Sia - Chandelier, with Maddie Ziegler & Allsion Holker on Dancing With The Stars
Publicado a 23 de setembro, 2014
Visualizações: 10.112.982
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui)

Sia - Chandelier (Official Video)
Publicado a 6de maio, 2014
The official director's cut for the 4 time Grammy nominated hit "Chandelier" directed by Sia and Daniel Askill, featuring Maddie Ziegler.
Visualizações: 466.010.530
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui)

Sia - Elastic Heart feat. Shia LaBeouf & Maddie Ziegler (Official Video)
Publicado a 7 de janeiro, 2015
The official video for "Elastic Heart" directed by Sia and Daniel Askill, featuring Shia LaBeouf and Maddie Ziegler. choreographed by Ryan Heffington.
Visualizações: 61.091.952
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui)

Sia - Elastic Heart (Live on SNL)
Publicado a 18 de janeiro, 2015
Music video by Sia performing Elastic Heart (Live on SNL). (C) 2015 Monkey Puzzle Records, under exclusive license to RCA Records
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui)

Sia Performs Elastic Heart
Publicado a 4 de julho, 2014
Jimmy Kimmel Live
(se não conseguir visualizar o filme clique aqui).  


Capa do disco em que se vê a peruca, destacando-se do fundo negro, e que é a imagem de marca das performances da cantora-artista




domingo, 18 de janeiro de 2015

Fotografias de vibrantes paisagens chinesas


"No nordeste da província chinesa Gansu fica o Zhangye Danxia Landform Geological Park, uma magnífica expansão de terra conhecida pelas suas formações de pedra colorida. Como arco íris rochosos de cores em banda desde vibrantes vermelhos aos cremosos laranjas, verdes, amarelos, ao longo de toda a montanha, formando o mais bonito "bolo de camadas" geológico que alguma vez se viu. 


Com várias centenas de metros de altura, as rochas multicoloridas são resultado de areia com outros minerais que ocorreram durante 24 milhões de anos devido aos movimentos das placas tectónicas. Durante o milénio o vento e a chuva encarregaram-se de esculpir as rochas com as diversas formações tecnicolores que vemos hoje.


Embora algumas destas fotos possam ter tido algum tratamento para tornar as cores ainda mais vivas, não se pode negar a grandeza destas formações. Declarado Património Mundial pela UNESCO em 2010 e um Geoparque Nacional em 2011, a formação de terra tornou-se uma atração turística perto de Zhangye. Foram feitos acessos e passeios para que os visitantes possam explorar o terreno e deleitar os olhos nesta vista verdadeiramente magnífica."

Quem disse que a Terra é apenas uma massa uniforme de azul?







Créditos Fotográficos: ImagineChina
via [aestheticgoddess], [Huffington Post] [mymodernmet]